A prisão de
Coimbra terá sido construída entre 1876 e 1901 de acordo
com um projecto-tipo de penitenciária-distrital, de autoria do
Engenheiro Ricardo Júlio Ferraz (1824-1880), projecto esse que
viria, depois, a ser devidamente adaptado. O seu propósito inicial
era ser uma cadeia distrital e comarcã, no entanto, por volta de
1884, foi publicada legislação que regulamentava o funcionamento de
sistemas prisionais, muito adaptável às prisões que então se
construíam em Coimbra e em Santarém. Por fim, em 1888, o Governo
adquire em definitivo esses dois equipamentos distritais e promove
as adaptações necessárias ao seu funcionamento como penitenciárias
nacionais – Coimbra para os distritos do norte do país e
Santarém para mulheres. Os primeiros reclusos davam entrada no
estabelecimento prisional de Coimbra em finais de 1901.
O conjunto edificado resultaria então num grande octógono
central, assinalado por uma cúpula monumental, com estrutura de
ferro, a partir da qual se desenvolvem, em planta cruciforme,
quatro alas. A disposição planimétrica é, valha a verdade, radial,
uma vez que, nos pisos inferiores, os restantes quatro lados do
octógono formam também alas, embora mais baixas e mais curtas, com
celas diferenciadas e outros equipamentos.
Em 2005, o Ministério da Justiça celebra um protocolo com a
Câmara Municipal de Coimbra de acordo com o qual se propõe edificar
uma prisão de alta segurança na periferia da cidade, deixando assim
livre o terreno da Penitenciária actual, para acolher diversas
propostas de programa. Estacionamento, habitação escritórios e
comércio são dados fixos da futura utilização do espaço. Centro
cultural, arquivo ou Biblioteca da Universidade são propostas que
estão ainda em debate.